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Pacientes denunciam falta de materiais hospitalares em maternidade que colocou bebês em caixas de papelão

Pacientes denunciam falta de materiais hospitalares em maternidade que colocou bebês em caixas de papelão

Pacientes da Maternidade Marlene Teixeira, em Aparecida de Goiânia, onde recém-nascidos foram acomodados em caixa de papelão, reclamam de falta de vários materiais hospitalares. A unidade reconhece os problemas e diz que situação é devido à superlotação.

No dia 3 de junho, funcionários acomodaram dois bebês em caixas de papelão ao lado das mães devido à falta de berços. No dia, 25 bebês nasceram na unidade, quando a capacidade é para 13 partos.

Porém, não são apenas berços que estão em falta na unidade. “Chega ao ponto da mulher ganhar neném de parto normal e ficar lá, precisando de roupa para repor, como lençol da cama, que não tem. A gente vai atrás e eles falam que não tem”, disse a dona de casa Rosa Maria de Castro, que acompanha a nora no hospital.

Em outras situações, faltam insumos para fazer ultrassonografia. “Colocaram a gente em ordem para fazer o exame e fiquei sabendo que estavam passando outras pessoas na frente porque não tem preservativo para colocar no aparelho que faz o exame para ver o útero”, disse a dona de casa Elenita Aparecida.

A Maternidade Marlene Teixeira informou que os problemas estão acontecendo devido à superlotação na unidade. Sobre os bebês acomodados em caixas de papelão, o diretor técnico da unidade, Itamar Júnior, disse que foi uma medida emergencial. “A opção era ficar com as crianças no colo, no seio. Foi um improviso feito no pós-parto para dar repouso para a mãe. Foi um dia isolado por causa da demanda grande”, disse.

Já o diretor-geral da maternidade, Denysson José Morais Lopes, explicou que não houve risco de contaminação das crianças que ficaram nas caixas. “Logo a unidade começou a dar vasão em relação às gestantes e vagas, leitos, foram surgindo para as nossas pacientes. Elas [crianças] ficaram nas caixas em torno de quatro a cinco horas”, disse o diretor-geral da maternidade, Denysson José Morais Lopes.

A unidade alegou que a superlotação também foi a causa da falta de lençóis. A direção pediu mais lençóis para a Secretaria de Saúde para atender toda a demanda.

Sobre a falta de preservativo, a maternidade disse que chegaram poucas unidades durante a manhã desta terça-feira (13) e que novas unidades chegarão ao longo do dia.

Fonte: G1

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